Como Ken Julio faturou R$30.000,00 vendendo aplicativos – Parte I

Hoje vamos contar a história de um apper aqui da Fábrica de Aplicativos que já fez R$30.000,00 em seis meses vendendo apps! Ao todo, foram setenta aplicativos criados e uma boa experiência no mercado mobile. Pronto pra saber mais sobre ele? Então, vamos lá!

kenkomyia#1 Como você começou a trabalhar com aplicativos?

Foi em 2012, quando eu comecei a ajudar na montagem de uma empresa e, lá dentro, eu tive contato com desenvolvimento de aplicativos. Participei desde a escolha de um desenvolvedor, até o desenho de wireframe, que é um passo a passo de como seria a estrutura de um aplicativo. Aí botamos na rua, rodamos, testamos, tudo isso! Depois foi indo, comecei a entender mais sobre a parte técnica, o desenvolvimento e a complexidade.

#2 Quando você viu que esse era um negócio lucrativo?

Um aplicativo, por si só, não é rentável. Na verdade, são duas coisas diferentes: uma é um aplicativo mais complexo, que as pessoas desenvolvem de forma personalizada. Aí pra ser lucrativo mesmo, você precisa ter muita escala. Então, não é um negócio simples. Agora, se você for prestar um serviço de desenvolvimento de aplicativos, aí pode ser mais rentável a curto/médio prazo. Por exemplo, em um aplicativo mais complexo, como de táxis, ainda que pareça bem simples, você precisa conquistar os taxistas, os usuários, etc. Agora, você revender aplicativos, aí é muito mais simples, porque basta você captar o usuário pagante. Aí entra a questão da Fábrica, que oferece uma ferramente simplificada e reduz o custo de desenvolvimento. Nesse aspecto, pode ser mais lucrativo. Aqui na Fábrica, já fiz R$30.000,00 vendendo aplicativos.

#3 Quais oportunidades atraíram você no mercado mobile?

Quando eu entrei na Fábrica, fechamos a primeira venda com a Locaweb pra fazer um aplicativo de eventos. Como eu já tinha experiência, sabia da complexidade e do custo. Um aplicativo, em média, custa uns R$20.000,00 e, na Fábrica, você consegue reduzir esse valor e ter mais agilidade pra alterar o conteúdo. Na época, eu já tinha um aplicativo (um simulado pro Enem) na App Store, então, já tinha passado pelo processo de desenho, briefing, construção, interação, etc. Só pra Iphone, gastamos uns R$10.000,00. Pra Android, esse valor dobraria. Isso porque conseguimos um desenvolvedor barato!

Quando entrei na Fábrica, uma oportunidade que eu enxerguei é que aplicativo de eventos faz sentido ser atendido pela Fábrica. Primeiro pelo custo, depois porque evento tem início, meio e fim em um curto espaço de tempo. Por isso, pra um evento, não vale a pena gastar R$20.000,00. Ainda que você cobre R$5.000,00, é um valor muito abaixo do mercado. Pra mim, a Fábrica hoje consegue atender tudo que é informacional. Ou seja, aplicativos pra eventos, guias, cursos, escolas, que têm o objetivo de fornecer conteúdo.

#4 Quais foram as dificuldades que você enfrentou?

A primeira dificuldade é você enxergar a complexidade. Eu só enxerguei realmente quando eu mesmo participei do processo. Tudo que parece simples, na verdade, é difícil. Além disso, vender é complicado, pela questão de mostrar que realmente vale a pena investir em um aplicativo.

#5 Todo negócio precisa de um app?

Hoje não precisa, mas no futuro vai precisar. Se me perguntassem: “Todo negócio precisa de um site?” Hoje eu diria que sim. “Todo negócio precisa de um site móvel?” Talvez ainda não, mas vai chegar o momento que sim, todo negócio precisará de um aplicativo. Querendo ou não, ainda é algo embrionário. Algumas barreiras ainda são a infra-estrutura (sinal de 3G) e produtos bancários, já que poucas pessoas usam cartão de crédito na internet.

#6 Como conseguir os primeiros clientes? Como entrar em contato com eles?

Isso é mais simples. Primeiro, você precisa saber quem poderia ser o seu cliente. Você tem que imaginar isso. Pra um aplicativos de eventos, por exemplo, você se pergunta: “Quais empresas fazem eventos?” Depois você verifica se há interesse ou não.

#7 Como vender um app? Você tem alguma tática?

No caso de eventos, você entra em contato com a pessoa responsável pela área de eventos, RH ou marketing. Primeiro, você vê se conhece alguém dentro da empresa. Se conhecer, fica mais fácil. É só pedir indicação, e-mail e assim vai. Quando você não conhece, tenta contatar o diretor dessas áreas, se não conseguir, tenta o gerente, e vai descendo. O e-mail de um diretor vale mais do que o e-mail de um coordenador, esse é o ponto. Aí quando você chegar lá, é bom ter argumentos como custo, tempo de desenvolvimento, agilidade, etc. O que realmente pega é o dinheiro: se você tem uma solução boa a baixo custo, você consegue, de alguma forma, convencer. Ou, ainda, a demanda pode vir de fora pra dentro. Se você fecha um ou dois negócios com uma empresa, acabam acontecendo indicações. O importante é falar com quem decide, independentemente do cargo.

#8 Quando você vai negociar com um cliente, leva um protótipo com você?

Aplicativos já feitos trazem credibilidade e aplicativos protótipos encantam as pessoas. Isso ajuda nas vendas.

E você? Já consegue se imaginar vendendo aplicativos? Esperamos que a história do Ken te inspire a colocar a mão na massa! Se você já trabalha com apps e quer compartilhar a sua história com a gente ou conhece alguém que seria legal entrevistarmos pro blog, escreva nos comentários! Lembrando que postaremos a segunda parte dessa entrevista na semana que vem!

Abraços!!

Mariana Bartz